Gilberto Kassab é acusado de....


MP abre inquérito civil contra Kassab, suspeito de receber fortuna da Controlar

Ex-prefeito é acusado de receber dinheiro da Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular na capital paulista; Kassab negou acusação
  • Ex-prefeito é acusado de receber dinheiro da Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular na capital paulista; Kassab negou acusação
O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) abriu nesta segunda-feira (20) inquérito civil para investigar denúncia de que o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) recebeu dinheiro da Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular na capital paulista, e que o dinheiro ficou guardado em seu apartamento.
O procedimento foi instaurado pelo promotor César Dario, da promotoria de Patrimônio Público e Social. Um inquérito criminal também deve ser aberto, segundo o MP. O promotor responsável ainda não foi designado pela Procuradoria-Geral de Justiça.
Dario vai investigar as acusações feitas na semana passada por uma testemunha, identificada apenas como "Gama", que afirma ter ouvido do auditor fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues, apontado como chefe da máfia do ISS (Imposto Sobre Serviços) em São Paulo, que Kassab recebeu "uma verdadeira fortuna" da Controlar.
Em nota enviada por sua assessoria de imprensa, Kassab afirmou que o conteúdo do depoimento da testemunha é "falso e fantasioso".
"O ex-prefeito de São Paulo repudia as tentativas sórdidas de envolver, de forma contumaz, seu nome em suspeita de irregularidades que pesam contra funcionários públicos municipais admitidos há anos por concurso, cujo objetivo escuso é única e exclusivamente atingir sua imagem e honra", diz a nota.
Segundo o MP, a testemunha relatou fatos que teriam sido narrados por Ronilson Bezerra Rodrigues. Ele afirmou que Kassab pediu ajuda ao empresário Marco Aurélio Garcia, irmão do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia, para levar o dinheiro até uma fazenda em Mato Grosso.
O advogado Rogério Cury, defensor de Garcia, repudiou as acusações de que seu cliente ajudou Kassab a esconder o dinheiro. "São informações absurdas e inverídicas", disse.
O promotor Roberto Bodini, que investiga a máfia do ISS, disse que a versão apresentada pela testemunha Gama indica proximidade entre o ex-prefeito e o ex-subsecretário da Receita Ronilson Rodrigues.
"É natural que eles se relacionassem. O que a testemunha relata é que havia uma proximidade acima do razoável, se é que pode-se falar em razoabilidade", disse.

Justiça absolve Kassab

Na semana passada, o ex-prefeito Kassab foi absolvido pela Justiça em ação penal que questionava supostas irregularidades na concessão para inspeção veicular na cidade.
A sentença foi dada na última quinta-feira (16) pelo juiz Luiz Raphael Nardy Lencioni Valdez, da 7ª Vara Criminal de São Paulo. Também foi absolvido o empresário Ivan Pio de Azevedo, ex-presidente da Controlar.
A ação havia sido proposta pelo Ministério Público sob o argumento de que Kassab teria favorecido a Controlar, mesmo sabendo que a empresa não preenchia três requisitos técnicos, o que violaria a Lei de Licitações.

Máfia do ISS

O escândalo de fraude do ISS resultou no fim de outubro do ano passado com a prisão de quatro servidores da prefeitura. Eles são suspeitos de cobrar propina de construtoras para liberar o habite-se, um documento necessário para o imóvel ser ocupado.
Segundo as investigações, a quadrilha cobrava propina no valor de até 30% do imposto, dava 10% para o despachante e concedia 50% de desconto para as empresas. Os 10% que sobravam eram pagos à prefeitura.
O MP e a

Controladoria-Geral do Município estimam que, entre 2007 e 2012, a quadrilha causou um rombo de cerca de R$ 500 milhões aos cofres públicos. (Com Estadão Conteúdo)




Kassab é acusado de receber 'fortuna' da Controlar

Agência Estado

Divulgação
Em depoimento ao Ministério Público Estadual (MPE), uma testemunha protegida disse ter ouvido que o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) recebeu "verdadeira fortuna" da Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular, e que o dinheiro ficou guardado em seu apartamento. Ex-secretário de Finanças de Kassab, Mauro Ricardo também é citado. A testemunha não apresentou provas e os acusados negam irregularidades.
Conforme adiantado pelo portal Estadao.com ontem, a testemunha relatou fatos que teriam sido narrados por Ronilson Bezerra Rodrigues, apontado como líder da máfia do Imposto Sobre Serviços (ISS). Ele afirmou que Kassab pediu ajuda ao empresário Marco Aurélio Garcia, irmão do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia, para levar o dinheiro até uma fazenda em Mato Grosso. Kassab nega e classifica as acusações como "fantasiosas".
Ainda segundo o relato, Ronilson disse à testemunha protegida, "em tom de anedota", que o avião "teve dificuldade de decolar em razão da quantidade de dinheiro embarcada".
O depoimento da "testemunha Gama" consta do Procedimento Investigatório Criminal (PIC) 03/2013 do MPE, presidido pelo promotor Roberto Bodini, e foi anexado aos autos no dia 19 de dezembro.
O contrato com a Controlar é alvo de outra ação do MPE. A contratação da empresa, em 2007, foi feita a partir de uma licitação da gestão Paulo Maluf (PP), em 1996. Para o órgão, deveria ter sido feita uma nova concorrência. Kassab é um dos réus no processo criminal.
Ligações
A testemunha relatou estreita ligação entre Kassab e Ronilson. Disse que o escritório que os fiscais da máfia do ISS frequentavam, no Largo da Misericórdia, centro da capital, chamado de "ninho", era usado por Kassab antes de a máfia ocupar o imóvel. O locatário da sala é Marco Aurélio. Seu irmão, o secretário Garcia, foi durante anos o principal aliado político e sócio do ex-prefeito. Ambos faziam campanha eleitoral juntos e só romperam politicamente em 2011.
Conforme o relato, Kassab chegou a ignorar denúncias de corrupção na Secretaria Municipal de Finanças, a pedido de Ronilson. "Em dada situação, Gilberto Kassab recebeu uma fita de filmagem em que um auditor fiscal havia achacado uma empresa de segurança. Diante daquela prova cabal de corrupção, Ronilson pediu que Kassab não prosseguisse com a investigação porque o auditor seria um amigo seu. Kassab acolheu a justificativa, mas determinou que Ronilson ?segurasse seu pessoal, pois estamos em ano eleitoral?".
Em outro trecho, a testemunha afirma que "Kassab pediu que Ronilson fosse a uma reunião com representantes de empresas no restaurante Girarrosto. Ronilson perguntou a Kassab do que se tratava e o prefeito disse: ?Vai lá e resolve, cumpra as minhas ordens?.
Ronilson foi até o local e inteirou-se do assunto, descobrindo que na verdade era um pedido para que fosse abortada uma fiscalização em um determinado estabelecimento. Ronilson cumpriu a ordem". O relato segue. "Kassab perguntou para Ronilson quanto poderia ser cobrado da empresa e Ronilson disse que poderiam ser cobrados milhões."
Os fatos trazidos pela testemunha serão analisados pelo MPE. Dada à proximidade com Ronilson, a "testemunha Gama" é tida como peça-chave do caso da máfia do ISS.
Secretário. Os pedidos de suspensão de investigações não eram feitos apenas por Kassab, segundo a testemunha.
Mauro Ricardo, ex-secretário de Finanças da gestão passada e chefe de Ronilson, também pedia favores dessa natureza, segundo o relato. A "testemunha Gama" citou um caso em que a empresa de outro funcionário de confiança da secretaria era investigada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

https://www.dgabc.com.br/Noticia/505283/testemunha-acusa-kassab-de-receber-fortuna-da-controlar?referencia=relacionadas-detalhe-noticia

Kassab é acusado de omissão na Feira da Madrugada

Segundo MP, ex-prefeito não impediu "a instalação de uma verdadeira máfia" no local
Agência Estado
Após sete meses de, Feira da madrugada reabriu ao público em dezembro do ano passado Werther Santana/19.12.2013/Estadão Conteúdo
O MPE (Ministério Público Estadual) entrou com uma ação de improbidade contra o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) por suposta omissão em esquema de pagamento de propina para comercialização de boxes na Feira da Madrugada, no Pari, região central da cidade. A irregularidade teria sido cometida por administradores da feira entre 2010 e 2012.
Segundo o MPE, Kassab e dois ex-secretários, Ronaldo Souza Camargo (Coordenação das Subprefeituras) e Marcos Cintra (Desenvolvimento Econômico e do Trabalho), não teriam impedido "a instalação de uma verdadeira máfia" no local.
A ação apresenta depoimentos de que o ex-gestor da feira, João Roberto da Fonseca, e seu "testa de ferro", o presidente da Cofemaap (Comissão dos Comerciantes da Feira da Madrugada Pátio do Pari), Manoel Simião Sabino Neto, também acusados de improbidade, negociavam boxes na feira.
Prefeitura divulga nome dos primeiros comerciantes que voltarão à Feira da Madrugada
Prefeitura não cumpre prazo de entrega das obras da Feira da Madrugada
Uma testemunha protegida disse em depoimento, segundo o MP, que havia "dezenas de liminares da Justiça falsas" que autorizavam os comerciantes a permanecerem na feira. Ela afirmou que Sabino Neto, conhecido como "xerife da Feira", vendeu 250 boxes. Segundo o depoimento, o presidente da comissão negociava com os lojistas e os levava até a sala de administração de Fonseca para fechar vendas de até R$ 500 mil.
A testemunha contou que 350 boxes estavam irregulares, pois não tinham a assinatura do secretário da Coordenação de Subprefeituras. O esquema de venda envolveria construção de novos boxes não autorizados, uso de numeração de duplicada de boxes e liminares forjadas.
O MPE apurou denúncias de que a "máfia chinesa" pagava laranjas para obter vários boxes e que a facção PCC (Primeiro Comando da Capital ) cobrava dinheiro para dar segurança a ambulantes nas imediações. Já Manuel Sabino exigiria R$ 250 semanais dos permissionários ilegalmente. Uma das testemunhas afirmou que o presidente da Cofemaap repassava dinheiro para um membro do PCC. Os feirantes que não pagassem os valores à comissão eram ameaçados, agredidos e expulsos.
Leia mais notícias de São Paulo
Outra testemunha, ouvida em dezembro, relatou que a corrupção continuou no cadastramento dos comerciantes para a reabertura da feira, entre novembro e dezembro de 2013. O feirante disse que Sabino Neto recebia dinheiro para que os titulares de permissão de uso pudessem escolher a melhor localização do seu box.
Responsabilidade
A Promotoria também alega que os réus não tomaram providências sobre a segurança dentro da feira, que na gestão Kassab não teriam atendido as providência solicitadas pelo Corpo de Bombeiros.
Procurados, Fonseca e Sabino Neto não foram localizados pela reportagem. O ex-secretário Marcos Cintra disse por meio de nota que não era competência da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho qualquer ato de gestão na Feira da Madrugada. "A secretaria que chefiei foi responsável apenas por desenvolver e apresentar projeto que visava ao fomento do comércio", disse.
O ex-prefeito Gilberto Kassab também afirmou por meio de nota que a ação do MPE é improcedente. Segundo o texto, durante a sua gestão, "as medidas necessárias para a regularização e o combate às ilegalidades foram adotadas com total transparência".


 http://noticias.r7.com/sao-paulo/kassab-e-acusado-de-omissao-na-feira-da-madrugada-21022014



O Estado de S. Paulo
Preso desde o dia 30 sob acusação de chefiar a quadrilha suspeita de fraudar o recolhimento do Imposto sobre Serviços (ISS) e de desfalcar os cofres municipais em ao menos R$ 500 milhões, o subsecretário da Receita na gestão Gilberto Kassab (PSD), Ronilson Bezerra Rodrigues, disse em telefonema gravado com autorização da Justiça que o secretário e o prefeito com quem trabalhou "tinham ciência de tudo", segundo áudios revelados nesta quinta-feira, 7, pelo Jornal Nacional.
O diálogo ocorreu no dia 18 de setembro entre Rodrigues e uma pessoa chamada Paula, que seria a auditora fiscal Paula Sayuri Nagamati, ex-chefe de gabinete do secretário de Finanças na gestão Kassab, Mauro Ricardo. Ele reclama com a auditora de uma publicação no Diário Oficial da Cidade na qual era intimado a prestar esclarecimentos à Controladoria-Geral do Município (CGM) já na gestão de Fernando Haddad (PT).
"É um absurdo, Paula. Tinha de chamar o secretário e o prefeito também, você não acha? Chama o secretário e o prefeito com quem eu trabalhei. Eles tinham ciência de tudo", afirma Rodrigues, sobre a investigação da CGM, que, em parceria com o Ministério Público Estadual (MPE), resultou na sua prisão e de outros três auditores.
Em nota, Kassab afirma que as afirmações "são falsas" e que "repudia as tentativas sórdidas de envolver o seu nome em suspeitas de irregularidade que pesem contra funcionários públicos municipais admitidos há anos por concurso, cujo objetivo escuso é única e exclusivamente atingir a sua imagem e honra". Os ex-secretários de Finanças da gestão Kassab, Mauro Ricardo e Walter Aluísio Rodrigues, não foram localizados.
Tenso. O Jornal Nacional também exibiu uma conversa gravada pelo auditor Luis Alexandre Magalhães, na qual ele, Rodrigues e outro fiscal preso, Carlos Augusto di Lallo Amaral, discutem em clima tenso as possíveis consequências da investigação. A gravação - que teria sido feita durante um encontro, depois de março, em um local não identificado - foi encontrada pelo MPE durante a busca no apartamento de Magalhães.
Na conversa, ele mostra preocupação em ser pego sozinho no esquema. Diz que deu muito dinheiro a Rodrigues e faz ameaças ao ex-chefe, dizendo ter provas contra ele. Irritado, Rodrigues afirma que recebeu o dinheiro porque manteve Magalhães no cargo. Procurados, os advogados dos três não foram localizados nesta quinta. Rodrigues, Amaral e Eduardo Horle Barcellos devem deixar nesta sexta-feira a carceragem do 77.º DP (Santa Cecília), quando expira a prisão temporária dos três. Magalhães foi solto na madrugada de segunda, após ter feito acordo de delação premiada.
Atual. Trechos da investigação do Ministério Público aos quais o Estado teve acesso mostram que o atual subsecretário da Receita, Douglas Amato, também foi investigado sob suspeita de fazer parte da quadrilha dos auditores fiscais detidos. Até agora, porém, o que há contra ele é o depoimento de uma testemunha protegida pelo MPE.
Ela citou Amato e outro funcionário em cargo de chefia na gestão Haddad, Leonardo Leal Dias da Silva, diretor do Departamento de Arrecadação e Cobrança. Eles aparecem em meio a dez nomes dados pela testemunha que teriam envolvimento no esquema.
Questionada sobre os fiscais citados, a Prefeitura defendeu Amato. "As investigações não encontraram indícios de participação efetiva no esquema do servidor Douglas Amato", diz a nota. A reportagem apurou que a investigação sobre Amato não evoluiu. / ARTUR RODRIGUES, BRUNO RIBEIRO, DIEGO ZANCHETTA e FABIO LEITE
Leia trecho da conversa:
Magalhães - Eu não tava nessa sozinho. Eu tenho todos - todos - os números de certificado. Eu não vou ser bode expiatório.
Rodrigues - Isso aí pra mim é uma ameaça.
Magalhães - Não, é um aviso. Eu não vou sozinho nessa p***.
Rodrigues - Não vai. Porque eu vou estar contigo.
Magalhães - Eu, o Lallo e o Barcellos não vamos pagar o pato nessa p*** toda.
Amaral - Não vai, não vai.
Rodrigues - Você não vai precisar me entregar. Sabe por quê?
Magalhães - Eu levo a secretaria inteira. Vai todo mundo comigo. Eu te dei muito dinheiro. Te dei muito dinheiro.
Rodrigues - Você sabe por que que você me deu dinheiro? Você sabe por quê? Porque eu te deixei lá.
Magalhães - Isso. Então tá todo mundo junto.
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,auditor-preso-diz-que-kassab-e-secretario-sabiam-de-esquema,1094335,0.htm

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Gilberto Kassab é acusado de....


MP abre inquérito civil contra Kassab, suspeito de receber fortuna da Controlar

Ex-prefeito é acusado de receber dinheiro da Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular na capital paulista; Kassab negou acusação
  • Ex-prefeito é acusado de receber dinheiro da Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular na capital paulista; Kassab negou acusação
O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) abriu nesta segunda-feira (20) inquérito civil para investigar denúncia de que o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) recebeu dinheiro da Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular na capital paulista, e que o dinheiro ficou guardado em seu apartamento.
O procedimento foi instaurado pelo promotor César Dario, da promotoria de Patrimônio Público e Social. Um inquérito criminal também deve ser aberto, segundo o MP. O promotor responsável ainda não foi designado pela Procuradoria-Geral de Justiça.
Dario vai investigar as acusações feitas na semana passada por uma testemunha, identificada apenas como "Gama", que afirma ter ouvido do auditor fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues, apontado como chefe da máfia do ISS (Imposto Sobre Serviços) em São Paulo, que Kassab recebeu "uma verdadeira fortuna" da Controlar.
Em nota enviada por sua assessoria de imprensa, Kassab afirmou que o conteúdo do depoimento da testemunha é "falso e fantasioso".
"O ex-prefeito de São Paulo repudia as tentativas sórdidas de envolver, de forma contumaz, seu nome em suspeita de irregularidades que pesam contra funcionários públicos municipais admitidos há anos por concurso, cujo objetivo escuso é única e exclusivamente atingir sua imagem e honra", diz a nota.
Segundo o MP, a testemunha relatou fatos que teriam sido narrados por Ronilson Bezerra Rodrigues. Ele afirmou que Kassab pediu ajuda ao empresário Marco Aurélio Garcia, irmão do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia, para levar o dinheiro até uma fazenda em Mato Grosso.
O advogado Rogério Cury, defensor de Garcia, repudiou as acusações de que seu cliente ajudou Kassab a esconder o dinheiro. "São informações absurdas e inverídicas", disse.
O promotor Roberto Bodini, que investiga a máfia do ISS, disse que a versão apresentada pela testemunha Gama indica proximidade entre o ex-prefeito e o ex-subsecretário da Receita Ronilson Rodrigues.
"É natural que eles se relacionassem. O que a testemunha relata é que havia uma proximidade acima do razoável, se é que pode-se falar em razoabilidade", disse.

Justiça absolve Kassab

Na semana passada, o ex-prefeito Kassab foi absolvido pela Justiça em ação penal que questionava supostas irregularidades na concessão para inspeção veicular na cidade.
A sentença foi dada na última quinta-feira (16) pelo juiz Luiz Raphael Nardy Lencioni Valdez, da 7ª Vara Criminal de São Paulo. Também foi absolvido o empresário Ivan Pio de Azevedo, ex-presidente da Controlar.
A ação havia sido proposta pelo Ministério Público sob o argumento de que Kassab teria favorecido a Controlar, mesmo sabendo que a empresa não preenchia três requisitos técnicos, o que violaria a Lei de Licitações.

Máfia do ISS

O escândalo de fraude do ISS resultou no fim de outubro do ano passado com a prisão de quatro servidores da prefeitura. Eles são suspeitos de cobrar propina de construtoras para liberar o habite-se, um documento necessário para o imóvel ser ocupado.
Segundo as investigações, a quadrilha cobrava propina no valor de até 30% do imposto, dava 10% para o despachante e concedia 50% de desconto para as empresas. Os 10% que sobravam eram pagos à prefeitura.
O MP e a

Controladoria-Geral do Município estimam que, entre 2007 e 2012, a quadrilha causou um rombo de cerca de R$ 500 milhões aos cofres públicos. (Com Estadão Conteúdo)




Kassab é acusado de receber 'fortuna' da Controlar

Agência Estado

Divulgação
Em depoimento ao Ministério Público Estadual (MPE), uma testemunha protegida disse ter ouvido que o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) recebeu "verdadeira fortuna" da Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular, e que o dinheiro ficou guardado em seu apartamento. Ex-secretário de Finanças de Kassab, Mauro Ricardo também é citado. A testemunha não apresentou provas e os acusados negam irregularidades.
Conforme adiantado pelo portal Estadao.com ontem, a testemunha relatou fatos que teriam sido narrados por Ronilson Bezerra Rodrigues, apontado como líder da máfia do Imposto Sobre Serviços (ISS). Ele afirmou que Kassab pediu ajuda ao empresário Marco Aurélio Garcia, irmão do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia, para levar o dinheiro até uma fazenda em Mato Grosso. Kassab nega e classifica as acusações como "fantasiosas".
Ainda segundo o relato, Ronilson disse à testemunha protegida, "em tom de anedota", que o avião "teve dificuldade de decolar em razão da quantidade de dinheiro embarcada".
O depoimento da "testemunha Gama" consta do Procedimento Investigatório Criminal (PIC) 03/2013 do MPE, presidido pelo promotor Roberto Bodini, e foi anexado aos autos no dia 19 de dezembro.
O contrato com a Controlar é alvo de outra ação do MPE. A contratação da empresa, em 2007, foi feita a partir de uma licitação da gestão Paulo Maluf (PP), em 1996. Para o órgão, deveria ter sido feita uma nova concorrência. Kassab é um dos réus no processo criminal.
Ligações
A testemunha relatou estreita ligação entre Kassab e Ronilson. Disse que o escritório que os fiscais da máfia do ISS frequentavam, no Largo da Misericórdia, centro da capital, chamado de "ninho", era usado por Kassab antes de a máfia ocupar o imóvel. O locatário da sala é Marco Aurélio. Seu irmão, o secretário Garcia, foi durante anos o principal aliado político e sócio do ex-prefeito. Ambos faziam campanha eleitoral juntos e só romperam politicamente em 2011.
Conforme o relato, Kassab chegou a ignorar denúncias de corrupção na Secretaria Municipal de Finanças, a pedido de Ronilson. "Em dada situação, Gilberto Kassab recebeu uma fita de filmagem em que um auditor fiscal havia achacado uma empresa de segurança. Diante daquela prova cabal de corrupção, Ronilson pediu que Kassab não prosseguisse com a investigação porque o auditor seria um amigo seu. Kassab acolheu a justificativa, mas determinou que Ronilson ?segurasse seu pessoal, pois estamos em ano eleitoral?".
Em outro trecho, a testemunha afirma que "Kassab pediu que Ronilson fosse a uma reunião com representantes de empresas no restaurante Girarrosto. Ronilson perguntou a Kassab do que se tratava e o prefeito disse: ?Vai lá e resolve, cumpra as minhas ordens?.
Ronilson foi até o local e inteirou-se do assunto, descobrindo que na verdade era um pedido para que fosse abortada uma fiscalização em um determinado estabelecimento. Ronilson cumpriu a ordem". O relato segue. "Kassab perguntou para Ronilson quanto poderia ser cobrado da empresa e Ronilson disse que poderiam ser cobrados milhões."
Os fatos trazidos pela testemunha serão analisados pelo MPE. Dada à proximidade com Ronilson, a "testemunha Gama" é tida como peça-chave do caso da máfia do ISS.
Secretário. Os pedidos de suspensão de investigações não eram feitos apenas por Kassab, segundo a testemunha.
Mauro Ricardo, ex-secretário de Finanças da gestão passada e chefe de Ronilson, também pedia favores dessa natureza, segundo o relato. A "testemunha Gama" citou um caso em que a empresa de outro funcionário de confiança da secretaria era investigada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

https://www.dgabc.com.br/Noticia/505283/testemunha-acusa-kassab-de-receber-fortuna-da-controlar?referencia=relacionadas-detalhe-noticia

Kassab é acusado de omissão na Feira da Madrugada

Segundo MP, ex-prefeito não impediu "a instalação de uma verdadeira máfia" no local
Agência Estado
Após sete meses de, Feira da madrugada reabriu ao público em dezembro do ano passado Werther Santana/19.12.2013/Estadão Conteúdo
O MPE (Ministério Público Estadual) entrou com uma ação de improbidade contra o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) por suposta omissão em esquema de pagamento de propina para comercialização de boxes na Feira da Madrugada, no Pari, região central da cidade. A irregularidade teria sido cometida por administradores da feira entre 2010 e 2012.
Segundo o MPE, Kassab e dois ex-secretários, Ronaldo Souza Camargo (Coordenação das Subprefeituras) e Marcos Cintra (Desenvolvimento Econômico e do Trabalho), não teriam impedido "a instalação de uma verdadeira máfia" no local.
A ação apresenta depoimentos de que o ex-gestor da feira, João Roberto da Fonseca, e seu "testa de ferro", o presidente da Cofemaap (Comissão dos Comerciantes da Feira da Madrugada Pátio do Pari), Manoel Simião Sabino Neto, também acusados de improbidade, negociavam boxes na feira.
Prefeitura divulga nome dos primeiros comerciantes que voltarão à Feira da Madrugada
Prefeitura não cumpre prazo de entrega das obras da Feira da Madrugada
Uma testemunha protegida disse em depoimento, segundo o MP, que havia "dezenas de liminares da Justiça falsas" que autorizavam os comerciantes a permanecerem na feira. Ela afirmou que Sabino Neto, conhecido como "xerife da Feira", vendeu 250 boxes. Segundo o depoimento, o presidente da comissão negociava com os lojistas e os levava até a sala de administração de Fonseca para fechar vendas de até R$ 500 mil.
A testemunha contou que 350 boxes estavam irregulares, pois não tinham a assinatura do secretário da Coordenação de Subprefeituras. O esquema de venda envolveria construção de novos boxes não autorizados, uso de numeração de duplicada de boxes e liminares forjadas.
O MPE apurou denúncias de que a "máfia chinesa" pagava laranjas para obter vários boxes e que a facção PCC (Primeiro Comando da Capital ) cobrava dinheiro para dar segurança a ambulantes nas imediações. Já Manuel Sabino exigiria R$ 250 semanais dos permissionários ilegalmente. Uma das testemunhas afirmou que o presidente da Cofemaap repassava dinheiro para um membro do PCC. Os feirantes que não pagassem os valores à comissão eram ameaçados, agredidos e expulsos.
Leia mais notícias de São Paulo
Outra testemunha, ouvida em dezembro, relatou que a corrupção continuou no cadastramento dos comerciantes para a reabertura da feira, entre novembro e dezembro de 2013. O feirante disse que Sabino Neto recebia dinheiro para que os titulares de permissão de uso pudessem escolher a melhor localização do seu box.
Responsabilidade
A Promotoria também alega que os réus não tomaram providências sobre a segurança dentro da feira, que na gestão Kassab não teriam atendido as providência solicitadas pelo Corpo de Bombeiros.
Procurados, Fonseca e Sabino Neto não foram localizados pela reportagem. O ex-secretário Marcos Cintra disse por meio de nota que não era competência da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho qualquer ato de gestão na Feira da Madrugada. "A secretaria que chefiei foi responsável apenas por desenvolver e apresentar projeto que visava ao fomento do comércio", disse.
O ex-prefeito Gilberto Kassab também afirmou por meio de nota que a ação do MPE é improcedente. Segundo o texto, durante a sua gestão, "as medidas necessárias para a regularização e o combate às ilegalidades foram adotadas com total transparência".


 http://noticias.r7.com/sao-paulo/kassab-e-acusado-de-omissao-na-feira-da-madrugada-21022014



O Estado de S. Paulo
Preso desde o dia 30 sob acusação de chefiar a quadrilha suspeita de fraudar o recolhimento do Imposto sobre Serviços (ISS) e de desfalcar os cofres municipais em ao menos R$ 500 milhões, o subsecretário da Receita na gestão Gilberto Kassab (PSD), Ronilson Bezerra Rodrigues, disse em telefonema gravado com autorização da Justiça que o secretário e o prefeito com quem trabalhou "tinham ciência de tudo", segundo áudios revelados nesta quinta-feira, 7, pelo Jornal Nacional.
O diálogo ocorreu no dia 18 de setembro entre Rodrigues e uma pessoa chamada Paula, que seria a auditora fiscal Paula Sayuri Nagamati, ex-chefe de gabinete do secretário de Finanças na gestão Kassab, Mauro Ricardo. Ele reclama com a auditora de uma publicação no Diário Oficial da Cidade na qual era intimado a prestar esclarecimentos à Controladoria-Geral do Município (CGM) já na gestão de Fernando Haddad (PT).
"É um absurdo, Paula. Tinha de chamar o secretário e o prefeito também, você não acha? Chama o secretário e o prefeito com quem eu trabalhei. Eles tinham ciência de tudo", afirma Rodrigues, sobre a investigação da CGM, que, em parceria com o Ministério Público Estadual (MPE), resultou na sua prisão e de outros três auditores.
Em nota, Kassab afirma que as afirmações "são falsas" e que "repudia as tentativas sórdidas de envolver o seu nome em suspeitas de irregularidade que pesem contra funcionários públicos municipais admitidos há anos por concurso, cujo objetivo escuso é única e exclusivamente atingir a sua imagem e honra". Os ex-secretários de Finanças da gestão Kassab, Mauro Ricardo e Walter Aluísio Rodrigues, não foram localizados.
Tenso. O Jornal Nacional também exibiu uma conversa gravada pelo auditor Luis Alexandre Magalhães, na qual ele, Rodrigues e outro fiscal preso, Carlos Augusto di Lallo Amaral, discutem em clima tenso as possíveis consequências da investigação. A gravação - que teria sido feita durante um encontro, depois de março, em um local não identificado - foi encontrada pelo MPE durante a busca no apartamento de Magalhães.
Na conversa, ele mostra preocupação em ser pego sozinho no esquema. Diz que deu muito dinheiro a Rodrigues e faz ameaças ao ex-chefe, dizendo ter provas contra ele. Irritado, Rodrigues afirma que recebeu o dinheiro porque manteve Magalhães no cargo. Procurados, os advogados dos três não foram localizados nesta quinta. Rodrigues, Amaral e Eduardo Horle Barcellos devem deixar nesta sexta-feira a carceragem do 77.º DP (Santa Cecília), quando expira a prisão temporária dos três. Magalhães foi solto na madrugada de segunda, após ter feito acordo de delação premiada.
Atual. Trechos da investigação do Ministério Público aos quais o Estado teve acesso mostram que o atual subsecretário da Receita, Douglas Amato, também foi investigado sob suspeita de fazer parte da quadrilha dos auditores fiscais detidos. Até agora, porém, o que há contra ele é o depoimento de uma testemunha protegida pelo MPE.
Ela citou Amato e outro funcionário em cargo de chefia na gestão Haddad, Leonardo Leal Dias da Silva, diretor do Departamento de Arrecadação e Cobrança. Eles aparecem em meio a dez nomes dados pela testemunha que teriam envolvimento no esquema.
Questionada sobre os fiscais citados, a Prefeitura defendeu Amato. "As investigações não encontraram indícios de participação efetiva no esquema do servidor Douglas Amato", diz a nota. A reportagem apurou que a investigação sobre Amato não evoluiu. / ARTUR RODRIGUES, BRUNO RIBEIRO, DIEGO ZANCHETTA e FABIO LEITE
Leia trecho da conversa:
Magalhães - Eu não tava nessa sozinho. Eu tenho todos - todos - os números de certificado. Eu não vou ser bode expiatório.
Rodrigues - Isso aí pra mim é uma ameaça.
Magalhães - Não, é um aviso. Eu não vou sozinho nessa p***.
Rodrigues - Não vai. Porque eu vou estar contigo.
Magalhães - Eu, o Lallo e o Barcellos não vamos pagar o pato nessa p*** toda.
Amaral - Não vai, não vai.
Rodrigues - Você não vai precisar me entregar. Sabe por quê?
Magalhães - Eu levo a secretaria inteira. Vai todo mundo comigo. Eu te dei muito dinheiro. Te dei muito dinheiro.
Rodrigues - Você sabe por que que você me deu dinheiro? Você sabe por quê? Porque eu te deixei lá.
Magalhães - Isso. Então tá todo mundo junto.
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,auditor-preso-diz-que-kassab-e-secretario-sabiam-de-esquema,1094335,0.htm