ELIS, A MUSICAL


"É lindo ver, na vida e no espetáculo, como a Elis vai sendo cada vez mais dona das próprias ideias, conduzindo o que quer", conta ao iG a atriz Laila Garin, que empresta corpo e voz à "pimentinha" da música brasileira. "Elis, A Musical" estreia em São Paulo nesta sexta (14), no teatro Alfa, e homenageia a cantora gaúcha morta em 1982. O musical chega à capital paulista depois de uma temporada no Rio de Janeiro.
Com experiência em teatro e canto lírico, Laila Garin venceu uma audição com mais de 200 candidatas. O musical traz ainda outros personagens extraídos da história da música brasileira, como o produtor Ronaldo Bôscoli e o pianista César Camargo Mariano, que foram casados com Elis; o produtor Luiz Carlos Miele; o jornalista Paulo Francis; o cantor Jair Rodrigues; o músico Tom Jobim; o cartunista Henfil; o jornalista e produtor musical Nelson Motta; e o produtor Carlos Imperial.
A dramaturgia da peça é de Nelson Motta e Patrícia Andrade, com direção geral de Dennis Carvalho, estreante na direção teatral e conhecido por trabalhos na televisão. Por opção de Dennis, o musical não aborda a fase mais turbulenta da cantora, no começo dos anos 1980. Elis morreu muito jovem, aos 36 anos, por complicações de uma overdose de cocaína misturada a bebidas alcoólicas.
"É uma obra de ficção, não um documentário. Se fosse tocar nos problemas das drogas, acho que teria de aprofundar a peça, explicar por que ela tinha esses problemas. Mas não era isso o que a gente queria. Queríamos homenagear a música brasileira, que foi uma época das mais ricas, e homenagear a Elis", disse o diretor.
O elenco também é formado por Tuca Andrada (Ronaldo Bôscoli) em substituição ao ator Felipe Camargo, Claudio Lins (César Camargo Mariano), Germano Melo (Luiz Carlos Miele e Paulo Francis), Ícaro Silva (Jair Rodrigues), Leo Diniz (Tom Jobim) e mais um coro de atores, todos coreografados impecavelmente por Alonso Barros.
A contínua relevância da "pimentinha"
Para Dennis Carvalho, Elis Regina "participou de uma época do Brasil que era muito rica em música, além da interpretação que a cantora dava, deixando (as músicas) do jeito dela", disse ao iG sobre a importância contínua de Elis mesmo passados mais de 30 anos de sua morte.
Para Laila Garin, as declarações da cantora continuam atuais. "Tudo o que a Elis falava sobre a hipocrisia cabe hoje inteiramente. Se estivesse viva, não sei se ela se transformaria, mas ainda seria uma pessoa autêntica e original. Tudo o que ela gravou marcou a história do País, todos os compositores que ela lançou estão aí até hoje."
Musicais brasileiros
Dennis Carvalho também falou sobre a popularização das peças musicais no País, agora com a tendência de buscar temas nacionais para contar. "De uns 10 anos para cá, o pessoal passou a trazer os musicais da Broadway e começou a se formar uma geração nova de atores, atrizes, músicos e coreógrafos que foram adquirindo conhecimento de lá. Agora chegou o momento de fazer musicais brasileiros."
"Elis" está sendo produzido pela Aventura Entretenimento, que lançará em breve uma peça sobre o apresentador Chacrinha ("Velho Guerreiro - O Musical") e uma adaptação para espetáculo musical do filme "Se Eu Fosse Você".
"Elis, A Musical" em São Paulo
Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro)
Temporada: de 14/3 a 13/7
Horários: quintas às 21h, sextas às 21h30, sábado às 16h e 20h e domingos às 17h
Ingressos: de R$ 20 (balcão 2, meia) a R$ 180 (área VIP, inteira)
Duração: 2h10, com intervalo de 15 minutos
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ELIS, A MUSICAL


"É lindo ver, na vida e no espetáculo, como a Elis vai sendo cada vez mais dona das próprias ideias, conduzindo o que quer", conta ao iG a atriz Laila Garin, que empresta corpo e voz à "pimentinha" da música brasileira. "Elis, A Musical" estreia em São Paulo nesta sexta (14), no teatro Alfa, e homenageia a cantora gaúcha morta em 1982. O musical chega à capital paulista depois de uma temporada no Rio de Janeiro.
Com experiência em teatro e canto lírico, Laila Garin venceu uma audição com mais de 200 candidatas. O musical traz ainda outros personagens extraídos da história da música brasileira, como o produtor Ronaldo Bôscoli e o pianista César Camargo Mariano, que foram casados com Elis; o produtor Luiz Carlos Miele; o jornalista Paulo Francis; o cantor Jair Rodrigues; o músico Tom Jobim; o cartunista Henfil; o jornalista e produtor musical Nelson Motta; e o produtor Carlos Imperial.
A dramaturgia da peça é de Nelson Motta e Patrícia Andrade, com direção geral de Dennis Carvalho, estreante na direção teatral e conhecido por trabalhos na televisão. Por opção de Dennis, o musical não aborda a fase mais turbulenta da cantora, no começo dos anos 1980. Elis morreu muito jovem, aos 36 anos, por complicações de uma overdose de cocaína misturada a bebidas alcoólicas.
"É uma obra de ficção, não um documentário. Se fosse tocar nos problemas das drogas, acho que teria de aprofundar a peça, explicar por que ela tinha esses problemas. Mas não era isso o que a gente queria. Queríamos homenagear a música brasileira, que foi uma época das mais ricas, e homenagear a Elis", disse o diretor.
O elenco também é formado por Tuca Andrada (Ronaldo Bôscoli) em substituição ao ator Felipe Camargo, Claudio Lins (César Camargo Mariano), Germano Melo (Luiz Carlos Miele e Paulo Francis), Ícaro Silva (Jair Rodrigues), Leo Diniz (Tom Jobim) e mais um coro de atores, todos coreografados impecavelmente por Alonso Barros.
A contínua relevância da "pimentinha"
Para Dennis Carvalho, Elis Regina "participou de uma época do Brasil que era muito rica em música, além da interpretação que a cantora dava, deixando (as músicas) do jeito dela", disse ao iG sobre a importância contínua de Elis mesmo passados mais de 30 anos de sua morte.
Para Laila Garin, as declarações da cantora continuam atuais. "Tudo o que a Elis falava sobre a hipocrisia cabe hoje inteiramente. Se estivesse viva, não sei se ela se transformaria, mas ainda seria uma pessoa autêntica e original. Tudo o que ela gravou marcou a história do País, todos os compositores que ela lançou estão aí até hoje."
Musicais brasileiros
Dennis Carvalho também falou sobre a popularização das peças musicais no País, agora com a tendência de buscar temas nacionais para contar. "De uns 10 anos para cá, o pessoal passou a trazer os musicais da Broadway e começou a se formar uma geração nova de atores, atrizes, músicos e coreógrafos que foram adquirindo conhecimento de lá. Agora chegou o momento de fazer musicais brasileiros."
"Elis" está sendo produzido pela Aventura Entretenimento, que lançará em breve uma peça sobre o apresentador Chacrinha ("Velho Guerreiro - O Musical") e uma adaptação para espetáculo musical do filme "Se Eu Fosse Você".
"Elis, A Musical" em São Paulo
Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro)
Temporada: de 14/3 a 13/7
Horários: quintas às 21h, sextas às 21h30, sábado às 16h e 20h e domingos às 17h
Ingressos: de R$ 20 (balcão 2, meia) a R$ 180 (área VIP, inteira)
Duração: 2h10, com intervalo de 15 minutos