Teatro, angústia e liberdade: ciclo de leitura dramática do núcleo macabéa & colóquio com filósofos

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sábados, 20h
8, 15, 22 e 29 de junho
praça roosevelt, 184 – teatro heleny guariba (metrô república)
atividade gratuita
com certificado aos participantes
As ideias de liberdade, absurdo e angústia (amplamente analisadas pelo existencialismo de Martin Heidegger, Jean-Paul Sartre e Albert Camus) compõem o norte teórico das reflexões do Núcleo Macabéa no itinerário de tessitura da peça “Agruras: ensaio sobre o desamparo”, com dramaturgia e direção de Rudinei Borges. O ciclo propõe, antes da leitura de textos que orientam os estudos cênicos do grupo, uma conversa com quatro filósofos sobre teatro e pensamento existencialista.
Neste sentido, o Núcleo Macabéa apresenta à comunidade fragmentos do seu processo de criação e de sua pesquisa continuada com o objetivo de dialogar sobre os principais motes de investigação cênica, dramatúrgica, teórica e poética do grupo. Participam da leitura dramática integrantes do Núcleo e atores convidados.
- programa do ciclo
- alumiação n.1 – 8 de junho
Colóquio: Sobre existencialismo e humanismo
Profa. Neide Boechat, doutora em Filosofia pela PUC/SP
Leitura dramática: O menino morto em Sarajevo de Rudinei Borges
- alumiação n.2 – 15 de junho
Colóquio: Sobre angústia em Martin Heidegger
Prof. Newton Gomes Pereira, doutor em Filosofia pela USP
Leitura dramática: O livro da embriaguez de Rudinei Borges
- alumiação n.3 – 22 de junho
Colóquio: Sobre liberdade em Jean-Paul Sartre
Prof. Thiago Rodrigues, mestre em Filosofia pela UNIFESP
Leitura dramática: Olhos do menino Saathan de Rudinei Borges
- alumiação n.4 – 29 de junho
Colóquio: Sobre a ideia de absurdo em O estrangeiro de A. Camus
Prof. Sidnei Ferreira de Vares, doutor em Educação pela USP
Leitura dramática: Agruras: ensaio sobre o desamparo de Rudinei Borges
- itinerários do núcleo macabéa
Macabéa, personagem do romance  A hora da estrela de Clarice Lispector, nas palavras de Luís Eustáquio Soares, é exatamente a que não pode ser protagonista de nada, transformando-se, mas apropriadamente, numa espécie de retrogonista, no sentido etimológico mesmo, uma vez que retém, em sim, a memória milenar dos fantasmas expulsos de suas temporalidades existenciais, fazendo-se como retro, a que traz o antes, e gonos, a que incorpora a dor (já que gonos significa antes de tudo dor) desses antes as reapresentando no seu presente de existir.
É neste sentido árduo que o Núcleo Macabéa propõe-se como grupo brasileiro de estudo teatral com ênfase na tessitura dramatúrgica inédita e no trabalho do ator a partir de pesquisa da palavra poética, da memória e da angústia humana. A ideia de andarilhar como mote de criação poético-cênica é o fio que conduz os movimentos que intersectam poesia e história oral. O ator-andarilho, o ator-oralista, é – sobretudo – aquele que cria mediatizado pela memória das pessoas, dos lugares e dos escombros. É também neste sentido que o grupo nasce e reside artisticamente na favela do Boqueirão, zona sul da cidade de São Paulo, terra fértil de macabéas e macabeus.
Integram o Núcleo Macabéa os artistas Alexandre Ganico, Lukas Torres, Nayara Meneghelli e Rudinei Borges. Colaboram as artistas Christiane Forcinito, Claudia Melo e Maria Vitória. E o pesquisador Sidnei Vares.
(11) 3151-4664
nucleomacabea@gmail.com
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Teatro, angústia e liberdade: ciclo de leitura dramática do núcleo macabéa & colóquio com filósofos

a2817.jpg
sábados, 20h
8, 15, 22 e 29 de junho
praça roosevelt, 184 – teatro heleny guariba (metrô república)
atividade gratuita
com certificado aos participantes
As ideias de liberdade, absurdo e angústia (amplamente analisadas pelo existencialismo de Martin Heidegger, Jean-Paul Sartre e Albert Camus) compõem o norte teórico das reflexões do Núcleo Macabéa no itinerário de tessitura da peça “Agruras: ensaio sobre o desamparo”, com dramaturgia e direção de Rudinei Borges. O ciclo propõe, antes da leitura de textos que orientam os estudos cênicos do grupo, uma conversa com quatro filósofos sobre teatro e pensamento existencialista.
Neste sentido, o Núcleo Macabéa apresenta à comunidade fragmentos do seu processo de criação e de sua pesquisa continuada com o objetivo de dialogar sobre os principais motes de investigação cênica, dramatúrgica, teórica e poética do grupo. Participam da leitura dramática integrantes do Núcleo e atores convidados.
- programa do ciclo
- alumiação n.1 – 8 de junho
Colóquio: Sobre existencialismo e humanismo
Profa. Neide Boechat, doutora em Filosofia pela PUC/SP
Leitura dramática: O menino morto em Sarajevo de Rudinei Borges
- alumiação n.2 – 15 de junho
Colóquio: Sobre angústia em Martin Heidegger
Prof. Newton Gomes Pereira, doutor em Filosofia pela USP
Leitura dramática: O livro da embriaguez de Rudinei Borges
- alumiação n.3 – 22 de junho
Colóquio: Sobre liberdade em Jean-Paul Sartre
Prof. Thiago Rodrigues, mestre em Filosofia pela UNIFESP
Leitura dramática: Olhos do menino Saathan de Rudinei Borges
- alumiação n.4 – 29 de junho
Colóquio: Sobre a ideia de absurdo em O estrangeiro de A. Camus
Prof. Sidnei Ferreira de Vares, doutor em Educação pela USP
Leitura dramática: Agruras: ensaio sobre o desamparo de Rudinei Borges
- itinerários do núcleo macabéa
Macabéa, personagem do romance  A hora da estrela de Clarice Lispector, nas palavras de Luís Eustáquio Soares, é exatamente a que não pode ser protagonista de nada, transformando-se, mas apropriadamente, numa espécie de retrogonista, no sentido etimológico mesmo, uma vez que retém, em sim, a memória milenar dos fantasmas expulsos de suas temporalidades existenciais, fazendo-se como retro, a que traz o antes, e gonos, a que incorpora a dor (já que gonos significa antes de tudo dor) desses antes as reapresentando no seu presente de existir.
É neste sentido árduo que o Núcleo Macabéa propõe-se como grupo brasileiro de estudo teatral com ênfase na tessitura dramatúrgica inédita e no trabalho do ator a partir de pesquisa da palavra poética, da memória e da angústia humana. A ideia de andarilhar como mote de criação poético-cênica é o fio que conduz os movimentos que intersectam poesia e história oral. O ator-andarilho, o ator-oralista, é – sobretudo – aquele que cria mediatizado pela memória das pessoas, dos lugares e dos escombros. É também neste sentido que o grupo nasce e reside artisticamente na favela do Boqueirão, zona sul da cidade de São Paulo, terra fértil de macabéas e macabeus.
Integram o Núcleo Macabéa os artistas Alexandre Ganico, Lukas Torres, Nayara Meneghelli e Rudinei Borges. Colaboram as artistas Christiane Forcinito, Claudia Melo e Maria Vitória. E o pesquisador Sidnei Vares.
(11) 3151-4664
nucleomacabea@gmail.com