Teatro documentário - Pretérito Imperfeito





Um passado que não acabou. Por isso, presente e futuro.
No começo de 2010 fomos contemplados na décima sexta edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo com um projeto intitulado COMO SE PODE BROTAR POESIA NA CASA DA GENTE?
Dentre as várias ações de uma proposta que objetivava investigar a cidade como casa, como um lugar de trocas entre seus residentes, uma delas se destacava: a documentação cênica das relações de moradores com o espaço/residência e o espaço/cidade para posterior apresentação de uma intervenção no próprio espaço/residência do morador documentado. Os convidados: vizinhos e familiares. No final do encontro, café, bolo, conversa.
A ação pretendia opor-se a naturalização de um processo no qual a dinâmica das residências dos centros urbanos foi trancada a sete chaves, protegida por muros, grades, alarmes, câmeras de vídeo. A idéia vinha da constatação de nosso grupo de que na cidade de São Paulo o encontro entre pessoas vem sendo substituído pelo com a mercadoria nas sucessivas idas às compras.
Vera, Paulinho, Guilherme, Sonia, Max, Bete, Paulo, Nicola, Ivanil, Malva, ousaram abrir as portas para o encontro. Por consequência, para nós, essas pessoas sairam da abstração na qual se costuma colocar o “cidadão comum” e se presentificaram em toda sua potência de significação.
Agora em nossa casa, queremos compartilhar a organização sensível dessa experiência passada, ainda presente: uma experiência em pretérito imperfeito.
Num mundo no qual a imagem vale por mil palavras, ou melhor, a palavra perdeu sua verdade; dar voz, narrar no intuito de documentar passa a ser uma opção não esperada ... e a palavra - gravada, escrita ou proferida – torna-se lugar, morada do sentido.
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Teatro documentário - Pretérito Imperfeito





Um passado que não acabou. Por isso, presente e futuro.
No começo de 2010 fomos contemplados na décima sexta edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo com um projeto intitulado COMO SE PODE BROTAR POESIA NA CASA DA GENTE?
Dentre as várias ações de uma proposta que objetivava investigar a cidade como casa, como um lugar de trocas entre seus residentes, uma delas se destacava: a documentação cênica das relações de moradores com o espaço/residência e o espaço/cidade para posterior apresentação de uma intervenção no próprio espaço/residência do morador documentado. Os convidados: vizinhos e familiares. No final do encontro, café, bolo, conversa.
A ação pretendia opor-se a naturalização de um processo no qual a dinâmica das residências dos centros urbanos foi trancada a sete chaves, protegida por muros, grades, alarmes, câmeras de vídeo. A idéia vinha da constatação de nosso grupo de que na cidade de São Paulo o encontro entre pessoas vem sendo substituído pelo com a mercadoria nas sucessivas idas às compras.
Vera, Paulinho, Guilherme, Sonia, Max, Bete, Paulo, Nicola, Ivanil, Malva, ousaram abrir as portas para o encontro. Por consequência, para nós, essas pessoas sairam da abstração na qual se costuma colocar o “cidadão comum” e se presentificaram em toda sua potência de significação.
Agora em nossa casa, queremos compartilhar a organização sensível dessa experiência passada, ainda presente: uma experiência em pretérito imperfeito.
Num mundo no qual a imagem vale por mil palavras, ou melhor, a palavra perdeu sua verdade; dar voz, narrar no intuito de documentar passa a ser uma opção não esperada ... e a palavra - gravada, escrita ou proferida – torna-se lugar, morada do sentido.